Marketing e Marketing Pessoal: os novos empreendimentos durante a pandemia

Momentos críticos podem se traduzir em oportunidades, de acordo com as condições ambientais, econômicas e sociais que impactam um país ou uma região. Portanto , exigem mudanças na maneira como as atividades são realizadas.
Não existe um padrão a seguir, já que as adaptações, as mudanças e as transformações acontecem em razão das dinâmicas de mercado e dos vários modelos de negócios e áreas de atuação.
Os diferentes setores reagem de formas distintas, havendo aqueles que cresceram durante o período da pandemia, como supermercados, farmácias e padarias, e outros que foram mais afetados e apresentaram declínio ou simplesmente desapareceram diante da queda de vendas, da renda e da circulação de público.
Para compreender esses movimentos, é interessante conhecer algumas informações relevantes sobre o panorama do empreendedorismo no Brasil. Uma delas é que cresceu muito o número de empreendedores no país. No entanto, é importante observar que muitas empresas foram abertas em razão do alto desemprego, dos efeitos da própria pandemia, das mudanças de tipos de contratação e de remuneração pelos serviços prestados.
De acordo com o Portal do Empreendedor, tomando-se por base o início do ano de 2020, que coincide com o início das restrições impostas para controle da crise sanitária, o país tinha 9.818.993 pessoas com registro MEI. Em dezembro do mesmo ano, o crescimento de pessoas com MEIs registrados foi para 11.316.853, um aumento de 13,23%.
Embora o crescimento tenha sido muito expressivo, isso não foi sinônimo de sucesso para todos, como podemos observar com outra estatística. Segundo dados do relatório do Global Entrepreneurship Monitor, quase 10 milhões de empreendedores tiveram de fechar as portas no Brasil em 2021, por conta do impacto da pandemia.
As mulheres foram as mais impactadas pela crise, com uma queda de 62% de prejuízo em comparação aos homens (35%).
Curiosamente, muitos negócios tradicionais encerraram suas atividades, por não conseguirem se reinventar ou achar soluções para enfrentar as mudanças que o período trouxe. Em contrapartida, outros novos negócios surgiram por conta do reflexo do desemprego, com muitas pessoas sem experiência em empreendedorismo.
Uma conclusão que se pode tirar dessas estatísticas é que muitas pessoas entraram para o empreendedorismo na pandemia não por vocação, mas por necessidade de sobreviver e ter uma renda diante de momentos de crise.
E começar a empreender pode ser um enorme desafio, pois o retorno pode levar algum tempo, especialmente quando prevalece um empreendedorismo sem planejamento e estratégia. Ou seja, se a ideia é começar a empreender em período crítico, é importante voltar alguns passos para estudar todas as possibilidades, pois existe espaço para crescimento, mas com muita preparação prévia e trabalho envolvidos.

 

Professor Doutor Renato Vieira

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